Precisa de jejum para fazer cateterismo?
Sim. Na maioria dos casos é recomendado realizar jejum antes do cateterismo cardíaco, geralmente por um período de 6 a 8 horas antes do procedimento.
O jejum é importante principalmente por motivos de segurança. Durante o exame, alguns pacientes recebem sedação leve para maior conforto, e a presença de alimentos no estômago pode aumentar o risco de náuseas ou vômitos.
Mesmo com o jejum, normalmente é permitido tomar pequenas quantidades de água para ingerir medicamentos de uso habitual, conforme orientação da equipe médica.
Antes do procedimento, o paciente recebe orientações específicas sobre quais medicamentos devem ser mantidos ou suspensos, especialmente em relação a anticoagulantes, medicamentos para diabetes ou outros tratamentos em uso.
Seguir corretamente as orientações de jejum e preparo ajuda a garantir que o procedimento seja realizado com maior segurança e tranquilidade.
Posso tomar meus remédios antes do exame?
Na maioria das situações, os medicamentos de uso habitual podem e devem ser mantidos antes do cateterismo cardíaco, especialmente aqueles utilizados para controle da pressão arterial, do coração ou de outras condições crônicas. Esses medicamentos geralmente podem ser tomados com pequena quantidade de água, mesmo durante o período de jejum.
No entanto, alguns medicamentos podem precisar de ajustes ou suspensão temporária, dependendo do caso. Isso ocorre principalmente com anticoagulantes, alguns medicamentos para diabetes (especialmente insulina ou hipoglicemiantes) e, em determinadas situações, medicamentos que podem interferir na função renal ou na coagulação.
Por esse motivo, antes do procedimento, o paciente recebe orientações específicas da equipe médica sobre quais medicamentos devem ser mantidos, ajustados ou suspensos temporariamente.
Seguir corretamente essas orientações é importante para garantir que o procedimento seja realizado com maior segurança e menor risco de complicações.
Quem faz cateterismo precisa parar anticoagulante?
Depende do tipo de anticoagulante utilizado, da indicação do medicamento e do tipo de procedimento que será realizado. Em muitos casos, pode ser necessário suspender temporariamente o anticoagulante antes do cateterismo, principalmente para reduzir o risco de sangramento no local da punção.
Medicamentos anticoagulantes, como varfarina, rivaroxabana, apixabana ou dabigatrana, podem exigir suspensão por um período específico antes do procedimento, que geralmente varia entre 24 e 72 horas, dependendo da medicação utilizada e da função renal do paciente.
No entanto, essa decisão deve ser sempre individualizada. Em alguns pacientes com risco elevado de formação de coágulos — como aqueles com próteses valvares mecânicas, fibrilação atrial de alto risco ou histórico recente de trombose — a suspensão do anticoagulante pode exigir estratégias específicas de manejo.
Além disso, atualmente muitos cateterismos são realizados pela artéria radial (no punho), o que reduz o risco de sangramento e, em algumas situações selecionadas, pode permitir que o procedimento seja realizado mesmo sem suspensão completa do anticoagulante.
Por esse motivo, é fundamental que o paciente informe todos os medicamentos em uso à equipe médica, para que seja possível definir a estratégia mais segura antes do exame.
Cateterismo pode ser feito pelo braço?
Sim. Atualmente, o cateterismo cardíaco é frequentemente realizado pela artéria radial, localizada no punho, que faz parte do braço. Esse acesso tem se tornado cada vez mais comum em muitos centros de cardiologia intervencionista.
Nesse método, o médico introduz um cateter fino através da artéria radial e o conduz até o coração para visualizar as artérias coronárias e realizar o exame. Em muitos casos, esse acesso oferece maior conforto para o paciente e menor risco de sangramento em comparação com o acesso tradicional pela virilha (artéria femoral).
Outra vantagem do acesso pelo punho é a recuperação mais rápida. Após o procedimento, o paciente geralmente pode sentar e caminhar mais cedo, sem a necessidade de permanecer longos períodos em repouso absoluto.
Apesar dessas vantagens, em algumas situações específicas o médico pode optar pelo acesso pela virilha, especialmente quando existem particularidades anatômicas, necessidade de cateteres específicos ou procedimentos mais complexos.
De modo geral, a escolha da via de acesso é feita pelo cardiologista intervencionista, levando em consideração a segurança do procedimento e as características individuais de cada paciente.
Vou precisar colocar stent?
Nem sempre. O implante de stent só é necessário quando o cateterismo identifica um estreitamento significativo ou uma obstrução nas artérias coronárias que esteja comprometendo o fluxo de sangue para o coração.
Durante o cateterismo, o médico avalia diretamente as artérias do coração por meio de contraste e imagens em tempo real. Se for encontrada uma obstrução importante — especialmente quando associada a sintomas como dor no peito ou a risco de infarto — pode ser indicada a angioplastia com implante de stent para restaurar o fluxo sanguíneo.
O stent é uma pequena estrutura metálica em forma de malha que é posicionada dentro da artéria após a dilatação com um balão. Ele ajuda a manter a artéria aberta e melhora a circulação de sangue para o músculo cardíaco.
No entanto, nem todas as obstruções precisam ser tratadas com stent. Em alguns casos, as lesões podem ser leves ou moderadas, permitindo tratamento apenas com medicamentos e acompanhamento clínico. Em outras situações, quando existem múltiplas obstruções complexas, pode ser mais adequado indicar cirurgia de revascularização do miocárdio (ponte de safena ou mamária).
Por isso, a decisão de implantar um stent depende do grau de obstrução, dos sintomas do paciente, dos resultados do cateterismo e da avaliação da equipe médica.

